
Eleição é o termo mais usado para predestinação na Bíblia como vemos em Efésios 1:4-6,11, trata-se do principal ponto da teologia Calvinista, enquanto os arminianos dizem que a depravação do homem pela entrada do pecado não foi completa os Calvinistas dizem o contrário segundo Calvino a depravação foi completa não sendo possível ao homem alcançar a Deus ou a salvação por nenhuma especie de esforço ou vontade, segundo Calvino Deus escolheu os salvos. "A eleição é o imutável propósito de Deus pelo qual, antes da fundação do mundo, simplesmente por Sua graça, de acordo com o soberano beneplácito da Sua vontade, de toda a raça humana que, por sua própria culpa, caíra do seu primitivo estado de retidão no pecado e na destruição, escolheu um certo número de pessoas para a redenção em Cristo, a quem Ele, desde a eternidade, designou para ser o Mediador e a Cabeça dos eleitos e o fundamento da salvação"
A base da eleição não está nos escolhidos, mas em Deus. Não é verdade, como às vezes se diz, que Deus escolheu certas pessoas porque já sabia que iam crer em Cristo. Por certo Ele tinha conhecimento prévio disso, como também de tudo quanto haveria de suceder no tempo. Mas esse conhecimento prévio, ou presciência, não foi a razão da Sua escolha. A fé salvadora é um dom de Deus aos Seus eleitos. Por essa fé a eleição deles é concretizada (Efésios 2:8). Em vez de ser a base da eleição, é uma de suas conseqüências. A Bíblia afirma com clareza que Deus os escolheu "segundo o beneplácito de sua vontade" (Efésios 1:5). Isto só pode significar que Ele os escolheu soberanamente. Ninguém vá pensar que Deus escolheu arbitrariamente certas pessoas para a salvação. Deus não faz nada arbitrariamente. Tudo o que faz, Ele o faz porque é quem Ele é. Que é, pois, que havia em Deus que o moveu, por assim dizer, a escolher certas pessoas para a vida eterna? Deus respondeu inequivocadamente essa pergunta em Sua Palavra. Escolheu-as porque as amou. Romanos 8:29 diz: "Aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho", e 1 Pedro 1:2 fala dos escolhidos de Deus como "eleitos, segundo a presciência de Deus". Nestas duas passagens é evidente que conhecimento tem aquele sentido denso, tão freqüente na Escritura; a saber, amor. Presciência, então, é amor desde a eternidade. Deus amou os Seus eleitos desde a eternidade. Por essa razão os elegeu para a vida eterna. E se se perguntar por que Deus, desde a eternidade, amou para a salvação alguns homens em distinção de outros, convém que humildemente confessemos nossa ignorância. Somente numa extensão muitíssimo limitada podemos acompanhar os pensamentos de Deus. Seus pensamentos não são os nossos pensamentos. Como os céus são mais altos do que a terra, assim os pensamentos de Deus são mais altos do que os nossos pensamentos (Isaías 55:8,9). Contudo, sabemos isto: Ninguém merecia o amor de Deus. Como todos pecaram em Adão, todos mereciam a morte - sim, a morte eterna. Todos eram "por natureza filhos da ira" (Efésios 2:3). Se Deus tivesse deixado todos os homens perecerem eternamente, todos teriam recebido o que com justiça mereciam e ninguém teria de que se queixar. Por esta razão, é uma presunção indescritível queixar-se alguém de que Deus, no Seu conselho de predestinação, escolheu uns e deixou de lado outros. Aplicam-se aqui as causticantes palavras do apóstolo: "Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro para desonra?" (Romanos 9:20,21). Ao invés de achar algumas culpa em Deus pelo fato de Ele tratar de maneira inteiramente justa certos pecadores merecedores do inferno, adoremo-lo por este eterno e gracioso amor que salva outros igualmente merecedores de condenação.
Trocando em miúdos:
Calvino aponta para uma depravação total e Arminio, opta pela capacidade humana de poder escolher;
Calvino fala de uma eleição incondicional, e Arminio de uma eleição condicional, ou seja para Calvino Cristo morreu pelos eleitos e para Arminio Cristo morreu por todos até por aqueles que o rejeitam;
Calvino fala de uma redenção particular e Arminio de uma redenção universal;
Calvino diz que a graça é irresistível para os chamados, Arminio diz que a graça é resistível, ou seja o homem pode recusar a salvação;
Calvino diz que os salvos uma vez alcançados jamais perdem a salvação já Arminio afirma que o homem pode decair da graça.
Osso duro de roer não? Dúvidas? como você se posiciona?
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